Archive for junho \19\UTC 2009|Monthly archive page

Aversão ao “estrangeirismo”

Semelhanças entre o Brasil e o Irã? Tenho certeza de que devem existir algumas.

A aversão que alguns governantes têm ao “estrangeirismo”, com certeza, é uma delas.

Mas parece que lá no Irã eles tentaram ir um pouco mais longe do que aqui no Brasil.

O nascimento de uma má ideia

A mais nova invenção do governo americano é o Travel Promotion Act of 2009.

Com a intenção de promover o turismo para os Estados Unidos, o governo encontrou uma solução mágica: tornar a viagem mais cara.

Dr. Seuss contra o aborto?

hortonA person’s a person no matter how small.

Liberdade x Felicidade

sad woman

Gerard O’Neill, do blog Turbulance Ahead, fala que, com a igualdade dos sexos, nós mulheres nos tornamos mais infelizes. A maior liberdade de escolha traz também maiores responsabilidades e a consciência de que não podemos ter tudo o que temos a liberdade de querer. 

Mas alguma de nós abre mão dessa infelicidade? Segundo Tim Worstall, não.

Fonft e a liberdade

Continuando a sua luta pela promoção da liberdade, o pessoal da Fonft Produções lançou mais um vídeo na semana passada.

Dessa vez, o personagem principal é um dos barbudos mais queridos do mundo. Não, não esse. Marx.

Ineficiência “verde”

Brian Dunning, do Skepticblog fala sobre A Falácia da Produção Cultivada Localmente.

O famoso problema matemático do Caixeiro Viajante é muito mais do que um jogo divertido. É uma maneira dramaticamente ilustrada de entender as eficiências envolvidas nos modelos de distribuição de produtos. O problema funciona da seguinte maneira: Pegue um mapa e desenhe nele dúzias de pontos. A tarefa do caixeiro é definir uma rota que visite cada ponto, com a mínima distância conectando todos eles. Ele deve visitar muitos locais, e quer gastar o mínimo de gasolina possível. Obviamente, isto é algo que as pessoas estão buscando mais do que nunca nos dias de hoje.

Existe um software gratuito muito legal que usa um algoritmo genético para resolver o Problema do Caixeiro Viajante. Ele foi criado por Michael Lalena e pode ser encontrado em http://www.lalena.com/AI/Tsp/. Desenhe dúzias (ou milhares) de pontos, e o software começará com uma rota aleatória e depois a aperfeiçoe iterativamente, até que ela se torne super eficiente. É divertido tentar cumprir a tarefa com um zilhão de pontos dispostos em um padrão onde parece ser difícil atravessar, e depois ver como o software encontra uma curva surpreendentemente simples que visita todos eles.

Há muitos anos atrás, fiz uma consultoria para uma companhia chamada Henry’s Marketplace, uma empresa varejista que se baseava na comercialização de produtos cultivados localmente. De uma banca de frutas de uma única família, eles se transformaram em uma cadeia de lojas, abrangendo o sul da Califórnia e o Arizona, que vendia os produtos de pequenos agricultores locais. É um negócio amado pelos seus consumidores pela imagem que transmite de alimentos familiares nutritivos, de uma idéia de comunidade e de produtos saudáveis. (A Henry’s Marketplace passou por diversas aquisições e agora é chamada de  Henry’s Farmers Markets.)

Parte do que eu os ajudei foi com o gerenciamento do produto em centros de distribuição. Isto levantou uma questão: Eu havia suposto que o modelo de produto “localmente cultivado” significava que eles não usavam centros de distribuição. O que se seguiu foi uma fascinante conversa, onde eu aprendi parte da economia dos produtos cultivados localmente. Foi uma experiência que abriu os meus olhos.

Nos seus primeiros dias, eles não seguiam um modelo verdadeiro de feira de produtores. Os agricultores entregavam os seus produtos direito para a loja, ou eles mandavam um caminhão para cada agricultor. À medida que eles foram aumentando o número de lojas, eles continuaram praticando a entrega direta entre o agricultor e a loja. A abertura de uma loja em uma nova cidade significava encontrar um novo agricultor local para cada tipo de produto naquela cidade. Geralmente, isso era impossível: os consumidores não vivem nos mesmos lugares onde se encontram os agricultores. As fazendas geralmente estão localizadas entre as cidades. Então, a Henry’s acabou mandando uma quantidade de caminhões de diferentes lojas para a mesma fazenda. Logo a Henry’s percebeu que o modelo da mínima distância entre cada fazenda e cada loja resultou em um ninho de rato de rotas cruzando-se por todos os lados. O que era pra ser eficiente, local e amigável, acabou tornado-se não apenas ineficiente, mas grosseiramente ineficiente. A companhia estava queimando uma quantidade enorme de diesel que não precisaria ser queimada.

Você pode adivinhar o que aconteceu. Eles passaram a combinar rotas. Isto significou caminhões maiores, porém em número menor, e menos diesel queimado. Eles experimentaram um centro de distribuição para servir algumas das lojas agregadas mais próximas. O centro de distribuição adicionou uma certa quantidade de tempo e trabalho ao processo, mas (a) cumpriu a entrega na mesma manhã da fazenda para a loja, e (b) cortou a quilometragem tremendamente. A Henry’s adicionou centros de distribuição maiores e percebeu uma eficiência ainda melhor. Hoje, o modelo de distribuição no mesmo dia que vem da fazenda de produtos cultivados localmente, dificilmente pode ser distinguido dos modelos do Wal-Mart ou qualquer outro grande varejista.

É aqui que ele parece contra-intuitivo: Se você olhar para o trajeto viajado por qualquer uma das caixas de produtos, ele é muito maior do que costumava ser. Elas não viajam mais em uma única linha reta da fazenda para a loja; elas agora viajam os dois longos lados do triângulo no seu caminho da fazenda para o centro de distribuição e para a loja. Mas, obviamente, esta visão limitada omite o quadro todo, onde as lojas estão estocadas com produtos que chegaram lá de maneira muito mais eficiente.

Os produtos cultivados localmente raramente são eficientes. Aplique um pouco de matemática ao problema e você descubrirá que a alternativa feia de gigantes centros de distribuição suburbanos realizam a mesma tarefa – produtos frescos nas lojas no mesmo dia em que são recolhidos – mas com muito menos combustível queimado. Isto até mesmo se estende às feiras de produtores locais como os que você deve ter na sua cidade, onde todos os agricultores da família trazem pessoalmente seus produtos à feira para vender. Imagine um mapa com o mercado no centro e as rotas de ida e volta percorridas por todos os cerca de 20 vendedores irradiando do mercado, como pontas de uma estrela-do-mar. Aplicando nosso Modelo do Caixeiro Viajante a este mapa, fica claro que a feira dos produtores é o modelo menos eficiente possível, se você está medindo a eficiência em termos de quilômetros de entrega percorridos e litros de diesel queimados. Para reestruturar este modelo propriamente para que ele se torne tão eficiente quanto os seus proponentes acreditam que ele seja, você dirigiria um único caminhão em uma rota calculada para visitar cada fazenda durante a manhã, vender os produtos a uma única loja, e depois descartar ou doar o que sobrar dos alimentos (por que dobrar a quilometragem para devolver produtos perecíveis para os fazendeiros?).

Não me entenda mal, eu amo as feiras de produtores. Nós vamos à nossa feira local às vezes e é um programa familiar divertido para nós. Nós amamos os maravilhosos tomates e morangos gigantes que se pode conseguir. Eu odiaria ver a experiência substituída pela alternativa eficiente que acabei de descrever, mas eu entendo que as feiras de produtores são mais uma experiência de boutique na comunidade do que uma maneira eficiente (ou “verde”) de comprar comida. A verdadeira razão para apreciar a sua feira de produtores não tem nada a ver com ela ser, de alguma maneira, magicamente amigável ao meio ambiente. É o oposto.

Muito frequentemente, os ambientalistas ficam satisfeitos com a mera aparência e trajes do ambientalismo, sem considerarem os fatos por trás de todo o processo. Aplique um pouco de matemática e um pouco de economia e você descobrirá que uma menor pegada ambiental é o resultado natural da eficiência melhorada.

Desigualdade salarial

maetrabalho2

Existe desigualdade salarial entre homens e mulheres? E, se existe, de quem é a culpa?

Encontrei dois textos interessantíssimos a respeito do assunto.

No site Ordem Livre, Steve Chapman destaca que, quando existe, a desigualdade é, quase sempre, resultado das diferentes escolhas que fazem os homens e as mulheres.

Penelope Trunk faz uma abordagem ainda mais interessante.

O rebelde desconhecido

unknown rebel

Há exatos 20 anos, um homem conseguiu sozinho parar uma fila de tanques militares chineses. Em defesa dos seus ideias, o rebelde desconhecido enfrentou corajosamente o poder de um governo que, ainda hoje, não tolera qualquer confrontação.

Não se sabe o que aconteceu com ele e é difícil acreditar que um governo tão cruel tenha deixado tamanho “desaforo” impune.

Esse episódio deve servir de alerta para passarmos a enfrentar com mais coragem e ousadia tudo que se coloca no caminho da nossa liberdade.

So go find your own metaphor for the government tank pictured above.

Then put yourself in front of it.

Sabedoria gumpiana

forrestJon Morrow, do blog OnMoneyMaking.com, comenta os valiosos conselhos por trás de algumas das sábias frases do célebre personagem Forrest Gump.

“When I got tired, I slept. When I got hungry, I ate. When I had to go… you know… I went.”

“Stupid is as stupid does.”

“My Momma always said you’ve got to put the past behind you before you can move on.”

“I’m sorry I had to fight in the middle of your Black Panther party.”

“Now you wouldn’t believe me if I told you, but I could run like the wind blows.”

“My Momma always said, ‘Life is like a box of chocolates. You never know what you’re gonna get.'”

“That’s all I have to say about that.”

Sem traição

LysanderSpoonerLivro novo na biblioteca do Libertarianismo.com:

Sem traição, de Lysander Spooner.

O fim do libertarianismo

Dizem que o libertarianismo acabou.

Mas, por acaso, ele chegou a existir em algum lugar?

Como seria um lugar onde ele fosse, realmente, colocado em prática?

Jeffrey A. Miron responde:

In Libertarian Land, government would not protect private agents from the downsides of their risky decisions. This means no rescues or bailouts for banks, airlines, or car companies. No deposit insurance, no pension benefit guarantees, and so on.

In Libertarian Land, individuals and businesses would take risks, but they would think long and hard about these risks. Some individuals and businesses would profit handsomely from smart risk-taking, but many would earn modest returns on average because their seemingly “excessive” returns in good times would be balanced by big losses in bad times.

Reasonable people can debate whether consistent pursuit of libertarian policies would have improved U.S. economic performance over the past two centuries. They cannot claim, however, that recent events demonstrate the failure of libertarian policies, since those policies have not been employed.

At a minimum, the jury is still out on whether a truly libertarian policy regime is desirable. With luck, some government will one day have the courage to give it a try.”

“Free minds and free markets”

reason

A edição de junho da revista Reason já pode ser lida online.