Archive for the ‘Brasil’ Category

O incrível poder de complicar as coisas

tomada

Marcelo Paiva, d’O Estado de São Paulo, fala sobre a mais recente invenção da ABNT e do Inmetro, que promete complicar a vida do brasileiro: a tomada de três pinos.

(…)E é sempre assim. Para não nos sentirmos colonizados, criamos padrões, complexo de país grande. A ditadura inventou o padrão PAL M, que só há no Brasil, para TV em cores, enquanto a América usava o NTSC, e a Alemanha o PAL, sem o M.

Nossos vídeos cassetes eram em PAL-M, e dava uma trabalheira para incluirmos outros sistemas e assistirmos a vídeos importados. Através de nossos DVDs não assistimos a filmes europeus e americanos, precisamos adaptá-los.

Mundo globalizado? A discussão sobre o padrão da TV digital durou anos; japoneses e americanos disputavam. Decidiu-se aos 45 minutos do segundo tempo que inventaríamos um padrão único e próprio.(…)

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Onde o governo gasta o dinheiro do pagador de impostos?

O portal Libertarianismo.com publicou um guia visual dos gastos do  governo Brasileiro.

Infografico

Clique na figura para ampliar.

Desinformação

Ainda sobre o Dia da Liberdade de Impostos…

Diogo Costa comenta um post do desinformadíssimo Luis Nassif.

O Dia da Liberdade de Impostos na mídia

Felizmente, o Dia da Liberdade de Impostos foi bastante noticiado:

– O que foi publicado na Zero Hora pode ser lido aqui, aqui e aqui;

– A Gazeta do Sul também espalhou a notícia aqui pelo sul;

– No site do Instituto Millenium tem uma boa cobertura do que aconteceu no Rio;

– Também o blog do Ordem Livre reuniu algumas notícias que fizeram o Brasil saber um pouco mais sobre o fardo pesadíssimo dos impostos.

Dia da Liberdade de Impostos

Neste dia 25 de maio, será realizado, simultaneamente, em quatros capitais brasileiras (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) o evento do Dia da Liberdade de Impostos. Esta data significa que, até aqui, todos os dias trabalhados pelos cidadãos neste ano serviram apenas para pagar impostos. A “comemoração” será feita em um posto selecionado em cada cidade com a venda de gasolina ao preço que custaria sem a incidência de tributos. A diferença será patrocinada pelos organizadores. É uma tentativa promovida por organizações como o Instituto Liberdade, o Ordem Livre  e o Instituto Millenium de alertar o cidadão para o absurdo de se passar quase cinco meses do ano trabalhando para alimentar a gigantesca e ineficiente máquina estatal brasileira.

O mais grave é que o brasileiro quase nunca sabe quanto de imposto está contido no preço dos produtos que compra. Diferentemente daqui, nos Estados Unidos, o consumidor depara-se sempre com um preço dos produtos na prateleira e outro diferente – que inclui os tributos – no caixa. Dessa maneira, ele pode ter a clara noção de quanto do seu recurso dispendido vai pra o vendedor e quanto vai para o Estado.

Se deixado na ignorância, o indivíduo não pode questionar, pois não sabe o que acontece com o  seu salário depois de sair da sua carteira. Se o preço de determinado produto aumenta, provavelmente reclamará do dono da loja, do supermercado ou do posto de gasolina. Afinal, é para eles que pensa estar entregando seu dinheiro.

O conceito de carga tributária, frequentemente alardeado na mídia, talvez seja complexo demais para a maioria das pessoas. O ideal seria que o cidadão pudesse perceber a quantia dos seus recursos  que serve apenas para financiar o governo em cada compra que faz. A partir daí, ele estaria melhor preparado para decidir se está disposto a contribuir com a situação ou combate-la.

Aqui no Brasil, muito se fala sobre o mau funcionamento do governo, mas pouco se age para mudar a situação. A falta de reflexão a respeito de como opera e é financiado o Estado pode ser a principal razão para tamanho desleixo do povo com o seu próprio dinheiro. A maior transparência com relação aos impostos pagos em cada compra realizada seria uma excelente maneira de mostrar que, ao contrário do que muitos ainda pensam, governos não são forças místicas guiadas pela boa vontade dos seus representantes, nem são sustentados por dinheiro que surge milagrosamente nos seus cofres. Todo recurso utilizado pelo governo, seja para pagar benefícios assistencialistas ou viagens internacionais de parentes de parlamentares, sai do bolso do contribuinte.

E nem é preciso tratar aqui da ineficiência do Estado, por querer governar além dos limites que seriam o ideais. Empresa privada nenhuma sobreviveria se fosse mal administrada e esbanjadora como os governos são.

A esperança é que o gostinho de pagar apenas R$ 1,27 por um litro de gasolina desperte muitos para o combate contra as extravagâncias do Estado, que arrecada muito, faz pouco e mal feito e tira do indivíduo o recurso com o qual poderia fazer bem melhor sozinho.

Gazeta do Sul – 25/05/09

Assistencialismo no Brasil

Ótima imagem, tirada daqui, que ilustra muito bem esse artigo.

TV Pública, um olhar dos brasileiros?

Publicado no jornal Estado de São Paulo em 07/10/07
Por Gaudêncio Torquato

“Quem é dono da flauta dá o tom.” A TV Pública começa a nascer sob um tom menor, pois o Poder Executivo, o dono da flauta, dá todas as pistas de que a emissora, planejada para ser a voz plural da brasilidade, terá um forte viés estatal. Não se justifica a adoção de uma medida provisória para implantar a rede TV Brasil. Onde estão os critérios de relevância e urgência inerentes a esse instrumento excepcional? O presidente da República indicará os membros do Conselho Curador da nova cadeia, com suporte na estrutura da Radiobrás, que tem selo chapa-branca e possui o maior complexo de transmissores e antenas de radiodifusão em ondas médias e curtas da América Latina. Os executivos que definirão a melodia também são escolhidos pelo ministro da Comunicação Social. Sob esta concepção de organização e mando, forja-se o aparato para vitaminar a comunicação governamental, mesmo que se perceba o esforço dos gestores do sistema em dizer que o Poder Executivo não influenciará a programação. Um ente gerado com o sangue do doador tende a replicar seu DNA.

Em se tratando do atual governo, há razões para acreditar que a marca do lulismo permeará a condução da TV Pública, indicando pautas, induzindo atitudes, marcando posições. Remanesce a lembrança de sua recente tentativa de impor amarras aos sistemas de comunicação e cultura. Ademais, o presidente, escudado na aura do carisma e na confiança que ainda desperta, principalmente na base da pirâmide social, não parece inclinado a flexibilizar posições e a ponderar sobre escolhas e rumos. Ao dizer que o novo órgão pretende manter os diversos “sotaques” do País e reforçar o debate, Lula olha mais para si do que para outros, porque sabe que, na Babel nacional, o “sotaque” que reverbera é o dele.

Na História da humanidade são raros os casos de governantes que construíram impérios sem amparo na força da comunicação. Da antiguidade ao século 15, os mandatários usavam o gogó e os gestos. Na passagem do Estado-cidade para o Estado-nação, a expressão ganhou mais fôlego, saindo da galáxia de Gutenberg – livro e imprensa – para a de Marconi, a era do rádio. Foi este canal de comunicação, primeira experiência da implosão eletrônica, que garantiu a Hitler estreito contato com as massas. A personalização do poder avançou nas ondas do rádio. Na seqüência, chegou a vez da televisão, que funciona, hoje, como palco central da telepolítica. Aí, os atores se esmeram na maximização da performance. Kennedy costumava dizer que a TV era a sua melhor arma, pois “o eleitor reage à imagem, e não ao homem”. Voltemos aos nossos tumultuados trópicos. Lula atira com todas as armas, mas o gogó é a principal. Freqüenta a galáxia de Marconi nas segundas-feiras, ao dar recado às margens sociais, abusando da “telecracia” ao perorar para platéias sob os holofotes da televisão. Aliás, a TV comercial é que promove os maiores comícios eletrônicos do País. São 21 emissoras abertas, convocadas para fazer chegar a 1.561 retransmissores, 2.911 municípios e 40 milhões de lares que contam com aparelhos de TV os gargarejos das nossas autoridades. Este ano, 12 integrantes do primeiro escalão governamental usaram a telinha comercial para a cerimônia de autoglorificação. Vale lembrar que a administração federal já dispõe da Rede Governo, exclusiva para enaltecer seus feitos.

A nova proposta televisiva cairá como uma luva na forma lulista de governar. Sob o conceito de que será o “olhar dos brasileiros”, expresso pelo futuro presidente do Conselho Curador, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, defenderá um ideário plural: valores éticos e sociais da família, regionalização da produção cultural, artística e jornalística e estímulo à produção independente. Estará imune às pressões do Executivo? Não. Os gestores nomeados pelo governo terão coragem de criticá-lo? O mais destacado exemplo mundial de TV pública, a BBC não escapa das pressões do governo inglês. Mas resiste com bravura. Lá, quem dá o tom são os contribuintes, que garantem à rede uma receita anual de 2,5 bilhões de libras, equivalentes a R$ 12 bilhões. A fragilidade do modelo brasileiro de TV Pública começa na origem dos recursos. Os “donos do poder” se acham no direito de, ao conceder as verbas, declinar os verbos. A programação focada na promoção da cidadania passará pelos palácios, razão pela qual a independência e a autonomia só serão viáveis sob ordenamento jurídico adequado, participação efetiva da sociedade no processo decisório, definição de custeio e conteúdo.

É utopia imaginar que a TV Pública brasileira estará imune às pressões do governo. Não por acaso, dedica-se intenso esforço para estatizar meios e recursos voltados para a meta de desenvolvimento de um projeto de poder de longa duração. Essa modelagem se assenta em alguns eixos, a saber: consolidação da estabilidade econômica, reforço à política social-distributivista de renda, ampliação do tamanho do Estado, partidarização da administração e fortalecimento dos movimentos sociais. A comunicação pública é o fecho do circuito. Ainda mais quando se tem no comando do País um comunicador por excelência. Lula já se comparou a Getúlio e Juscelino. No quesito comunicação, porém, seu modelo está mais para Napoleão, que adorava ver-se como Narciso. Bonaparte recorria à imprensa para embelezar o perfil. Lula parece sonhar com a mesma idéia.

* Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP e consultor político

Bagunça no “Congreço”

Bagunça no “Congreço”

Desde o mês de agosto, milhares de documentos oficiais da Câmara e do Senado vinham sendo estampados por um carimbo contendo a grafia errada de Congresso Nacional.

O erro só foi descoberto há três dias.