Archive for the ‘Economia’ Category

Propriedade e prosperidade

Países onde os direitos de propriedade dos cidadãos são protegidos e claramente definidos são o ambiente mais propício para o funcionamento de uma economia de mercado. Indivíduos cuidam melhor do que têm certeza de que lhes pertence. Dessa maneira, são estimulados a investir mais, promovendo maior crescimento da economia e, consequentemente, gerando maior prosperidade.

Mesmo assim, nações ao redor do mundo ignoram tais fatos e estimulam práticas que desrespeitam esse que é um dos direitos mais básicos necessários ao cidadão. O presidente brasileiro, por exemplo, quer mudar a Constituição para impedir que estrangeiros comprem sem limitações terras brasileiras destinadas à agricultura. “Não queremos que comprem terras aqui. Não precisamos de estrangeiros para produzir aqui. Essa é a política anunciada pelo presidente Lula”, anunciou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, em entrevista ao jornal Valor Econômico — antes de revelar que não é xenófobo, mas que apenas se preocupa em alimentar o povo brasileiro.

A “invasão” estrangeira é criticada por aqui, enquanto o próprio país, através da estatal Petrobras explora, por exemplo, os recursos da amazônia peruana (e de tantos outros países em todos os demais continentes). Haveria alguma diferença entre a exploração feita por indivíduos e por governos? Governos nada mais são do que grupos de homens dirigidos por seus próprios interesses. A aura de bondade atribuída ao estado serve de desculpa para justificar ações consideradas condenáveis quando exercidas por indivíduos comuns. A tão exaltada soberania nacional é, por alguma razão, mais importante do que a soberania do indivíduo?

A norma proposta pelo governo não é tão nova assim. Ela não passa de uma interpretação atualizada  de uma lei de 1971 através da qual o regime militar brasileiro impôs um controle sobre a venda de terras no país: um resquício do tempo da ditadura que, como tantos outros, insistem em serem ressuscitados de tempos em tempos.

A legislação brasileira já encara a propriedade como algo destinado a produzir bens que satisfaçam as necessidades sociais. Essa exigência de que propriedades privadas exerçam uma função benéfica na sociedade relativiza e enfraquece os direitos de propriedade à medida que vincula a sua efetividade a determinados requisitos ditados arbitrariamente pelo governo.

As restrições propostas sem dúvida prejudicarão os donos de terras, impedindo-os de se beneficiarem do aumento dos preços de propriedades rurais resultante do aumento da demanda por terras brasileiras que vem ocorrendo na última década. Além de despertar neles a desconfiança nas regras que protegem o que é seu, já que o governo demonstra poder mudá-las a qualquer momento.

Enquanto isso, em Cuba, uma nova lei foi criada para flexibilizar as regras de propriedade, permitindo agora que terras sejam arrendadas por estrangeiros por até 99 anos. Além de uma medida criada permitindo que cidadãos cubanos possam produzir e vender pequenas quantidade de produtos agrícolas. Não que o governo cubano seja confiável e essas medidas tenham sido tomadas para fomentar maior liberdade dos estrangeiros no território cubano bem como dos próprios cidadãos, mas é irônica a inversão de papéis dos dois países.

Para que o Brasil avance, resquícios de velhas regras ou novas normas que regem a propriedade privada que promovam restrições  e gerem atraso precisam ser  eliminadas por completo. Direitos de propriedade claros, confiáveis e estáveis são a base de uma sociedade livre e próspera.

Publicado originalmente em OrdemLivre.org.

Capitalismo à prova

Em 2008, a Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre Mark Boyle, o economista irlandês que queria provar que os princípios que regem o capitalismo estão errados, vivendo por um ano sem dinheiro. O desafio já dura mais do que o previsto e, mais de 18 meses depois do início, Boyle comemora o que considera o sucesso da sua experiência.

O estilo de vida do irlandês inclui apenas o básico para a sua sobrevivência. Vivendo em um trailer nas proximidades da cidade de Bristol, na Inglaterra, utiliza-se de um fogão à lenha, um chuveiro com painel solar, uma bicicleta e um buraco no chão como banheiro.

Não se pode discutir o que proporciona felicidade para cada indivíduo. Gostos são individuais e é mesmo provável que Boyle seja mais feliz agora que vive de acordo com as suas crenças. Mas alguns detalhes importantes parecem ter sido deixados de lado pelo economista nas suas conclusões a respeito do capitalismo. Ele mesmo fabricou o trailer, construiu a bicicleta, ou produziu o material do saco que usou para construir o seu rústico chuveiro? Esquece-se Boyle de que a maioria das matérias-primas das quais se utiliza para as suas atividades diárias resultam da interação entre indivíduos e mercadorias promovida pelo próprio capitalismo.

Em seu ensaio “Eu, o lápis: minha árvore genealógica”, Leonard Read ilustra como indivíduos que nem mesmo se conhecem e que moram a enormes distâncias ao redor do mundo são capazes de produzir bens da maneira mais eficiente. A ideia de Boyle é planejar e controlar o que produz e consome. Mas planejamento algum pode substituir a eficiência gerada pelo dinamismo do capitalismo.

A busca da autossuficiência é ineficiente. Boyle quer voltar à natureza: produzir o que come e construir o que usa. Mas, embora proporcione maior satisfação a ele, a experiência mostra como produzir ineficiência e desperdício — exatamente o oposto do que ele se propôs a provar. O tempo necessário para que, por exemplo, um cientista criasse sozinho um ambiente para a sua própria subsistência roubaria-lhe o tempo que seria usado para que descobrisse a cura de doenças. Do mesmo modo, não restaria espaço na agenda do médico para socorrer os doentes se o seu dia fosse preenchido por atividades para garantir a sua sobrevivência.

Mark Boyle pretende escrever um livro contando sua experiência e com o dinheiro (sim, dinheiro!) ele pretende comprar um pedaço de terra onde possa reunir adeptos da sua ideias. Comunidades onde indivíduos voluntariamente se reúnam para viver como bem desejarem, de acordo com os seus princípios e crenças, são possíveis e até mesmo desejáveis. Gostos e preferências devem, sim, ser respeitados. E a boa notícia é que, em uma sociedade regida pelos princípios liberais, isso é possível.

A proposta de Boyle pode ser uma alternativa saudável, provedora de satisfação e bem-estar ao seus adeptos, mas não prova o seu ponto de vista e está longe de ser uma receita a ser adotada por todos se a humanidade deseja continuar progredindo e ser cada vez mais eficiente.

Artigo publicado originalmente no site Ordem Livre.

Taxman

…And you’re working for no one but me.

Taxman!

Economia em uma foto

Do blog do Greg Mankiw:

Tangerina de primeiro mundo

Ontem comi a tangerina mais gostosa e mais vistosa do que qualquer outra que eu tenha comido no Brasil.

Deve ser porque os Estados Unidos, esse país imperialista e malvado, pega tudo de melhor que nós temos e nos deixa com o resto… Será?

O Teorema de Alchian-Allen, explica toda essa história.

 

Impostos esquisitos

north carolina drug stamp

A maconha é ilegal na Carolina do Norte mas, mesmo assim, o estado lucra com a sua venda. Sob a lei estadual, qualquer pessoa que compra drogas ilegais deve comprar selos dentro de 48 horas para afixar na substância controlada. Se a pessoa for pega sem os selos, ela ainda estará sujeita a pagar o imposto.

Ninguém espera que as pessoas realmente façam isso – desde 1990, apenas algumas dúzias compraram os selos e acredita-se que muitos sejam apenas colecionadores.  Mas o estado da Carolina do Norte já arrecadou mais de 68 milhões de dólares pela não apresentação dos selos.

Fonte: Futility Closet

Mais informações sobre esse e outros impostos esquisitos podem ser lidas aqui.

Onde o governo gasta o dinheiro do pagador de impostos?

O portal Libertarianismo.com publicou um guia visual dos gastos do  governo Brasileiro.

Infografico

Clique na figura para ampliar.

Fonft e a liberdade

Continuando a sua luta pela promoção da liberdade, o pessoal da Fonft Produções lançou mais um vídeo na semana passada.

Dessa vez, o personagem principal é um dos barbudos mais queridos do mundo. Não, não esse. Marx.

Ineficiência “verde”

Brian Dunning, do Skepticblog fala sobre A Falácia da Produção Cultivada Localmente.

O famoso problema matemático do Caixeiro Viajante é muito mais do que um jogo divertido. É uma maneira dramaticamente ilustrada de entender as eficiências envolvidas nos modelos de distribuição de produtos. O problema funciona da seguinte maneira: Pegue um mapa e desenhe nele dúzias de pontos. A tarefa do caixeiro é definir uma rota que visite cada ponto, com a mínima distância conectando todos eles. Ele deve visitar muitos locais, e quer gastar o mínimo de gasolina possível. Obviamente, isto é algo que as pessoas estão buscando mais do que nunca nos dias de hoje.

Existe um software gratuito muito legal que usa um algoritmo genético para resolver o Problema do Caixeiro Viajante. Ele foi criado por Michael Lalena e pode ser encontrado em http://www.lalena.com/AI/Tsp/. Desenhe dúzias (ou milhares) de pontos, e o software começará com uma rota aleatória e depois a aperfeiçoe iterativamente, até que ela se torne super eficiente. É divertido tentar cumprir a tarefa com um zilhão de pontos dispostos em um padrão onde parece ser difícil atravessar, e depois ver como o software encontra uma curva surpreendentemente simples que visita todos eles.

Há muitos anos atrás, fiz uma consultoria para uma companhia chamada Henry’s Marketplace, uma empresa varejista que se baseava na comercialização de produtos cultivados localmente. De uma banca de frutas de uma única família, eles se transformaram em uma cadeia de lojas, abrangendo o sul da Califórnia e o Arizona, que vendia os produtos de pequenos agricultores locais. É um negócio amado pelos seus consumidores pela imagem que transmite de alimentos familiares nutritivos, de uma idéia de comunidade e de produtos saudáveis. (A Henry’s Marketplace passou por diversas aquisições e agora é chamada de  Henry’s Farmers Markets.)

Parte do que eu os ajudei foi com o gerenciamento do produto em centros de distribuição. Isto levantou uma questão: Eu havia suposto que o modelo de produto “localmente cultivado” significava que eles não usavam centros de distribuição. O que se seguiu foi uma fascinante conversa, onde eu aprendi parte da economia dos produtos cultivados localmente. Foi uma experiência que abriu os meus olhos.

Nos seus primeiros dias, eles não seguiam um modelo verdadeiro de feira de produtores. Os agricultores entregavam os seus produtos direito para a loja, ou eles mandavam um caminhão para cada agricultor. À medida que eles foram aumentando o número de lojas, eles continuaram praticando a entrega direta entre o agricultor e a loja. A abertura de uma loja em uma nova cidade significava encontrar um novo agricultor local para cada tipo de produto naquela cidade. Geralmente, isso era impossível: os consumidores não vivem nos mesmos lugares onde se encontram os agricultores. As fazendas geralmente estão localizadas entre as cidades. Então, a Henry’s acabou mandando uma quantidade de caminhões de diferentes lojas para a mesma fazenda. Logo a Henry’s percebeu que o modelo da mínima distância entre cada fazenda e cada loja resultou em um ninho de rato de rotas cruzando-se por todos os lados. O que era pra ser eficiente, local e amigável, acabou tornado-se não apenas ineficiente, mas grosseiramente ineficiente. A companhia estava queimando uma quantidade enorme de diesel que não precisaria ser queimada.

Você pode adivinhar o que aconteceu. Eles passaram a combinar rotas. Isto significou caminhões maiores, porém em número menor, e menos diesel queimado. Eles experimentaram um centro de distribuição para servir algumas das lojas agregadas mais próximas. O centro de distribuição adicionou uma certa quantidade de tempo e trabalho ao processo, mas (a) cumpriu a entrega na mesma manhã da fazenda para a loja, e (b) cortou a quilometragem tremendamente. A Henry’s adicionou centros de distribuição maiores e percebeu uma eficiência ainda melhor. Hoje, o modelo de distribuição no mesmo dia que vem da fazenda de produtos cultivados localmente, dificilmente pode ser distinguido dos modelos do Wal-Mart ou qualquer outro grande varejista.

É aqui que ele parece contra-intuitivo: Se você olhar para o trajeto viajado por qualquer uma das caixas de produtos, ele é muito maior do que costumava ser. Elas não viajam mais em uma única linha reta da fazenda para a loja; elas agora viajam os dois longos lados do triângulo no seu caminho da fazenda para o centro de distribuição e para a loja. Mas, obviamente, esta visão limitada omite o quadro todo, onde as lojas estão estocadas com produtos que chegaram lá de maneira muito mais eficiente.

Os produtos cultivados localmente raramente são eficientes. Aplique um pouco de matemática ao problema e você descubrirá que a alternativa feia de gigantes centros de distribuição suburbanos realizam a mesma tarefa – produtos frescos nas lojas no mesmo dia em que são recolhidos – mas com muito menos combustível queimado. Isto até mesmo se estende às feiras de produtores locais como os que você deve ter na sua cidade, onde todos os agricultores da família trazem pessoalmente seus produtos à feira para vender. Imagine um mapa com o mercado no centro e as rotas de ida e volta percorridas por todos os cerca de 20 vendedores irradiando do mercado, como pontas de uma estrela-do-mar. Aplicando nosso Modelo do Caixeiro Viajante a este mapa, fica claro que a feira dos produtores é o modelo menos eficiente possível, se você está medindo a eficiência em termos de quilômetros de entrega percorridos e litros de diesel queimados. Para reestruturar este modelo propriamente para que ele se torne tão eficiente quanto os seus proponentes acreditam que ele seja, você dirigiria um único caminhão em uma rota calculada para visitar cada fazenda durante a manhã, vender os produtos a uma única loja, e depois descartar ou doar o que sobrar dos alimentos (por que dobrar a quilometragem para devolver produtos perecíveis para os fazendeiros?).

Não me entenda mal, eu amo as feiras de produtores. Nós vamos à nossa feira local às vezes e é um programa familiar divertido para nós. Nós amamos os maravilhosos tomates e morangos gigantes que se pode conseguir. Eu odiaria ver a experiência substituída pela alternativa eficiente que acabei de descrever, mas eu entendo que as feiras de produtores são mais uma experiência de boutique na comunidade do que uma maneira eficiente (ou “verde”) de comprar comida. A verdadeira razão para apreciar a sua feira de produtores não tem nada a ver com ela ser, de alguma maneira, magicamente amigável ao meio ambiente. É o oposto.

Muito frequentemente, os ambientalistas ficam satisfeitos com a mera aparência e trajes do ambientalismo, sem considerarem os fatos por trás de todo o processo. Aplique um pouco de matemática e um pouco de economia e você descobrirá que uma menor pegada ambiental é o resultado natural da eficiência melhorada.

Desigualdade salarial

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Existe desigualdade salarial entre homens e mulheres? E, se existe, de quem é a culpa?

Encontrei dois textos interessantíssimos a respeito do assunto.

No site Ordem Livre, Steve Chapman destaca que, quando existe, a desigualdade é, quase sempre, resultado das diferentes escolhas que fazem os homens e as mulheres.

Penelope Trunk faz uma abordagem ainda mais interessante.

Sabedoria gumpiana

forrestJon Morrow, do blog OnMoneyMaking.com, comenta os valiosos conselhos por trás de algumas das sábias frases do célebre personagem Forrest Gump.

“When I got tired, I slept. When I got hungry, I ate. When I had to go… you know… I went.”

“Stupid is as stupid does.”

“My Momma always said you’ve got to put the past behind you before you can move on.”

“I’m sorry I had to fight in the middle of your Black Panther party.”

“Now you wouldn’t believe me if I told you, but I could run like the wind blows.”

“My Momma always said, ‘Life is like a box of chocolates. You never know what you’re gonna get.'”

“That’s all I have to say about that.”

Desinformação

Ainda sobre o Dia da Liberdade de Impostos…

Diogo Costa comenta um post do desinformadíssimo Luis Nassif.

O Dia da Liberdade de Impostos na mídia

Felizmente, o Dia da Liberdade de Impostos foi bastante noticiado:

– O que foi publicado na Zero Hora pode ser lido aqui, aqui e aqui;

– A Gazeta do Sul também espalhou a notícia aqui pelo sul;

– No site do Instituto Millenium tem uma boa cobertura do que aconteceu no Rio;

– Também o blog do Ordem Livre reuniu algumas notícias que fizeram o Brasil saber um pouco mais sobre o fardo pesadíssimo dos impostos.

Dia da Liberdade de Impostos

Neste dia 25 de maio, será realizado, simultaneamente, em quatros capitais brasileiras (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) o evento do Dia da Liberdade de Impostos. Esta data significa que, até aqui, todos os dias trabalhados pelos cidadãos neste ano serviram apenas para pagar impostos. A “comemoração” será feita em um posto selecionado em cada cidade com a venda de gasolina ao preço que custaria sem a incidência de tributos. A diferença será patrocinada pelos organizadores. É uma tentativa promovida por organizações como o Instituto Liberdade, o Ordem Livre  e o Instituto Millenium de alertar o cidadão para o absurdo de se passar quase cinco meses do ano trabalhando para alimentar a gigantesca e ineficiente máquina estatal brasileira.

O mais grave é que o brasileiro quase nunca sabe quanto de imposto está contido no preço dos produtos que compra. Diferentemente daqui, nos Estados Unidos, o consumidor depara-se sempre com um preço dos produtos na prateleira e outro diferente – que inclui os tributos – no caixa. Dessa maneira, ele pode ter a clara noção de quanto do seu recurso dispendido vai pra o vendedor e quanto vai para o Estado.

Se deixado na ignorância, o indivíduo não pode questionar, pois não sabe o que acontece com o  seu salário depois de sair da sua carteira. Se o preço de determinado produto aumenta, provavelmente reclamará do dono da loja, do supermercado ou do posto de gasolina. Afinal, é para eles que pensa estar entregando seu dinheiro.

O conceito de carga tributária, frequentemente alardeado na mídia, talvez seja complexo demais para a maioria das pessoas. O ideal seria que o cidadão pudesse perceber a quantia dos seus recursos  que serve apenas para financiar o governo em cada compra que faz. A partir daí, ele estaria melhor preparado para decidir se está disposto a contribuir com a situação ou combate-la.

Aqui no Brasil, muito se fala sobre o mau funcionamento do governo, mas pouco se age para mudar a situação. A falta de reflexão a respeito de como opera e é financiado o Estado pode ser a principal razão para tamanho desleixo do povo com o seu próprio dinheiro. A maior transparência com relação aos impostos pagos em cada compra realizada seria uma excelente maneira de mostrar que, ao contrário do que muitos ainda pensam, governos não são forças místicas guiadas pela boa vontade dos seus representantes, nem são sustentados por dinheiro que surge milagrosamente nos seus cofres. Todo recurso utilizado pelo governo, seja para pagar benefícios assistencialistas ou viagens internacionais de parentes de parlamentares, sai do bolso do contribuinte.

E nem é preciso tratar aqui da ineficiência do Estado, por querer governar além dos limites que seriam o ideais. Empresa privada nenhuma sobreviveria se fosse mal administrada e esbanjadora como os governos são.

A esperança é que o gostinho de pagar apenas R$ 1,27 por um litro de gasolina desperte muitos para o combate contra as extravagâncias do Estado, que arrecada muito, faz pouco e mal feito e tira do indivíduo o recurso com o qual poderia fazer bem melhor sozinho.

Gazeta do Sul – 25/05/09

Star Wars libertário

Cena deletada do filme Star Wars Episódio IV:  Uma Nova Esperança, trazendo uma crítica explícita ao governo inflado e à estatização da indústria.

(2:47) “What good’s all your uncle’s work if the Empire takes it over? You know they’ve already started to nationalize commerce in the central systems? It won’t be long before your uncle is just a tenant, slaving for the greater glory of the Empire.”